Conheça seus direitos

Em 12/03/13 foi publicado no DOE que o Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou um Inquérito Civil para apurar a Política de Educação em relação às Crianças e Adolescentes com TEA em todo o Estado de São Paulo.

Assim, quem tiver informações sobre como estão sendo atendidas as crianças que se utilizam da Rede Pública de Ensino, bem como aquelas Escolas Particulares Conveniadas, por favor entrem em contato com o GEDUC pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Lei 12.764 de 27 de dezembro de 2013. Conhecida como Lei Berenice Piana.

Ação Civil Pública da 6ª Vara de Família do Estado de São Paulo.

Processo n° 053.00.0271392 (1679/00).

O que nos pediria um autista?

 
 

  1- Ajuda-me a compreender. Organize meu mundo e facilita-me ou antecipa o que vai acontecer. Dá-me ordem, estrutura, e não caos.

  2- Não te angusties comigo, porque me angustio. Respeita meu ritmo. Sempre poderás relacionar-te comigo se compreenderes minhas necessidades e meu modo especial de entender a realidade. Não se deprima, o normal é que avance e me desenvolva cada vez mais.

  3- Não me fale demais, nem demasiado depressa. As palavras são 'ar' que não pesa para ti, mas podem ser uma carga muito pesada para mim. Muitas vezes não são a melhor maneira de relacionar-se comigo.

  4- Como outros filhos, como outros adultos, necessito compartilhar o prazer e gosto de fazer as coisas bem, mesmo que nem sempre consiga. Faz-me saber, de algum modo, quando consigo fazer as coisas bem e ajuda-me a fazê-las sem erros. Quando faço muitos erros, pode ser que me irrite, e acabe por me negar a fazer as coisas.

  5- Necessito de mais ordem do que você necessita, mais previsibilidade do que você requer. Teremos que negociar alguns rituais para conviver.

  6- É difícil compreender o sentido de muitas das coisas que me pedem para fazer. Ajuda-me a entendê-las. Peça-me coisas que podem ter um sentido concreto e decifre-as para mim. Não permitas que me acomode nem permaneça inativo.

  7- Não me invadas excessivamente. Às vezes, as pessoas são muito imprevisíveis, demasiadamente ruidosas, demasiadamente estimulantes. Respeita as distancias de que necessito, porém nunca me deixe só.

  8- O que faço não é contra você. Quando tenho uma zanga ou me golpeio, quando destruo algo ou me movimento em excesso, quando me é difícil atender ou fazer o que me pedes, não estou querendo te prejudicar. Não me atribua más intenções!

  9- Meu desenvolvimento não é absurdo, embora não seja fácil de entender. Ele tem sua própria lógica e muitas das condutas que chamam de 'alteradas' são formas de enfrentar o mundo na minha especial forma de ser e perceber. Faça um esforço para me compreender.

  10- Para mim, as outras pessoas são demasiadamente complicadas. Meu mundo não é complexo e fechado. É simples. Embora te pareça estranho o que te digo, meu mundo é tão aberto, tão sem dissimulações e sem mentiras, tão ingenuamente expostas aos demais, que é difícil penetrarmos nele. Não vivo em uma 'fortaleza vazia', nem em uma planície tão aberta que possa parecer inacessível. Tenho muito menos complicações do que as pessoas consideradas normais.

  11- Não me peças sempre as mesmas coisas nem me exijas as mesmas rotinas. Não tens que te fazer autista para me ajudar. O autista sou eu, não você!

  12- Não sou só autista. Também sou uma criança, um adolescente, ou um adulto. Compartilho muitas coisas das crianças, adolescentes ou adultos ditos 'normais'. Gosto de jogar e de me divertir. Quero os meus pais e as pessoas que me cercam e me sinto satisfeito quando faço as coisas bem. É aquilo que compartilhamos que nos une.

  13- Vale a pena viver comigo. Poço dar-lhe tantas satisfações quanto outras pessoas, embora não sejam as mesmas. Pode chegar um momento em sua vida em que eu, que sou autista, seja sua maior e melhor companhia.

  14- Não me agridas quimicamente. Se te dizem que tenho que tomar um medicamento, providencie que seja revisado periodicamente por um especialista.

  15- Nem meus pais nem eu temos a culpa do que se passa. Tão pouco a têm os profissionais que me ajudam. Não serve de nada que os culpe. Às vezes, minhas reações e condutas podem ser difíceis de compreender ou afrontar, porém não é culpa de ninguém. A idéia de 'culpa' não produz mais que sofrimento em relação ao meu problema.

  16- Não me peças constantemente coisas acima do que sou capaz de fazer. Porém peça-me o que posso fazer. Dá-me ajuda para ser mais autônomo, para compreender melhor, porém não me dê ajuda demais.

(Angel Rivière)

Aqui estão todos os profissionais voluntários da ONG. Dê uma olhada para conhecer cada um de nós e não hesite em entrar em contato com a gente caso você tenha alguma dúvida!

 

                    Marli Moretti - Diretora Executiva da ONG.                       

Graduada em História e geografia pela Unicep e Direito pela Fadisc. 

Concluiu o Workshop Son Rise Nível I.

Cursou Extensão Universitária na modalidade de difusão: Audiodescrição em museus e espaços culturais: acessibilidade para visitantes com deficiência visual e outros públicos, na USP São Paulo.

Pós Graduada pela

UFSCar,  em análise do comportamento aplicada a educação de pessoas com TEA. 

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Rozimarie Fernandes

Pedagoga graduada pela Universidade Mogi das Cruzes em 1990, Pós Graduada em Administração da

Qualidade Total pela Universidade Santana em 1997, Pós Graduada em Análise do

Comportamento Aplicada a Educação de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e com Atraso no

Desenvolvimento, atua na ONG Espaço Azul como Assistente Terapêutica e na Administração.

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Roberta Squariz

Pedagoga/ Psicopedagoga/ Pós Graduada em Análise de Comportamento- TEA na Ufscar; Pedagogia Unesp, Psicopedagogia.

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Catiana Lorandi Soares

Psicóloga - CRP. 06/135128; Graduada em Bacharel em Psicologia pela UNICEP - Centro Universitário

Central Paulista de São Carlos/SP (2016). Participou dos cursos:"Ensino de Habilidades Básicas para

pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo): a partir dos princípios da ABA" (2016) e "Como

transformar os dados do VB-MAPP em programas de ensino, na perspectiva de ABA" (2017) oferecidos

pelo CAD (Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento) de São Carlos/SP.

Catiana

 

 

 

Iara Colado Pacheco

Pedagoga trabalhou por 20 anos como professora titular  da rede Municipal  de ensino  em São  Paulo,

com ênfase  em alfabetização . Psicopedagoga pela Associação  Brasileira de Psicopedagogia. 

Pós Graduada em

Análise  do comportamento ABA pela UFSCAR.

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Marina Speranza

 

Formada pela Universidade Federal de São Carlos em Terapia Ocupacional.

Estágiaria por dois anos na USE (Unidade Saúde Escola).

 

 

 

Juliana Stucchi

Fonaudióloga graduada pela Uniara e cursando Pós Graduação em Educação de Pessoas com TEA, na UFSCar.

 

 

 

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